Cheiro de canela
novelesco romance, saborosa paixão?
- hum... sei não...
Um “que” de Jorge Amado e sua Gabriela
Mas nada muito dramático.
Na verdade drama algum.
Nada de Julieta e Tristão,
Ou Isolda e Romeu.
Só um lance assim
meio despretensioso
sem muitos alardes
O beijo e o combate, sorrisos e amizade.
The End. Fim.
Nem todo amor precisa de final feliz.
Um blog pretenciosamente eclético, poético, ético, dialético, e Otras Cositas Mas...
"Não me pergunte quem sou e não me diga para permanecer o mesmo." Foucault
terça-feira, 26 de janeiro de 2010
domingo, 27 de dezembro de 2009
domingo, 20 de dezembro de 2009
acinzentado
Sabor de dia cinza.
Garoa paulista em terras fluminenses,
Um sol tímido se espreguiçando entre as nuvens.
Como pintar o céu se ainda não tenho as tintas?
Garoa paulista em terras fluminenses,
Um sol tímido se espreguiçando entre as nuvens.
Como pintar o céu se ainda não tenho as tintas?
Movimento
sábado, 31 de outubro de 2009
Castelo

Me fiz romântica, na temporalidade de um determinado momento.
Fugaz, construí castelos de cristal e tronos de porcelana para assentar os sentimentos de forma calma e bela.
Coloquei vitrais em todas as janelas, por onde raios de sol criavam uma áurea de sonhos. Contas de vidro eram gotas de orvalho, mas do orvalho das noites de lua nova e serenata.
Mas de repente, como um sopro, uma brisa, uma pedra, um raio... meu castelo estremece, meu vitral se rompe.
Antes rodeada de espectros coloridos, sou golpeada por um raio de sol, inteiro, completo, intenso.
Minha pele queima, arde, se incandesce...
Meu castelo se dissolve em mim, derretendo com meu calor.
Assisto a essa cena surreal, onde as ilusões edificadas em cristal escapam de mim como suor.
Vejo por entre os raios que teimam em me cegar (mas que ao mesmo tempo iluminam o caminho) todas as possibilidades de amar... muito maiores e mais coloridas do que meu opaco castelo de vidro, onde um romantismo insensato, me permitia apenas roçar o superfície de mim mesma.
(Fran)
"Procurei o amor, que me mentiu.
Pedi à Vida mais do que ela dava;
Eterna sonhadora edificava
Meu castelo de luz que me caiu!"
(Inconstância - Florbela Espanca)
sábado, 10 de outubro de 2009
Céu negro
Gripada, entediada, carente, nostálgica, melancólica...
assim me encontrava uma noite, ouvindo Zeca Baleiro.
Doída por sentimentos passados,
mergulhada até os olhos de antigas declarações,
me questiono madrugada a dentro:
“Pra onde vão desejos, palavras sem razão?”
Vislumbro um céu negro.
O contraste que permite o maior brilho das estrelas.
"Versos ao vento vão..."
assim me encontrava uma noite, ouvindo Zeca Baleiro.
Doída por sentimentos passados,
mergulhada até os olhos de antigas declarações,
me questiono madrugada a dentro:
“Pra onde vão desejos, palavras sem razão?”
Vislumbro um céu negro.
O contraste que permite o maior brilho das estrelas.
"Versos ao vento vão..."
domingo, 4 de outubro de 2009
Assinar:
Postagens (Atom)






