"O sonho encheu a noite
Extravasou pro meu dia
Encheu minha vida
E é dele que eu vou viver
Porque sonho não morre."
Adélia Prado
Um blog pretenciosamente eclético, poético, ético, dialético, e Otras Cositas Mas...
"Não me pergunte quem sou e não me diga para permanecer o mesmo." Foucault
segunda-feira, 11 de outubro de 2010
sexta-feira, 8 de outubro de 2010
Anti-Mergulho
A paixão é como trafegar na beira do abismo
é excitante sentir o desejo, o desafio
sentir o gosto ímpar...
Até que, de assalto, me toma a razão;
faz nascer a dúvida,
a temível insegurança.
É o pobre conflito entre razão e emoção!
Entrego-me aos gladiadores,
Encontro o prazer no gosto inseguro do risco do desejo.
(Palavras emprestadas por um amigo-irmão verdadeiramente apaixonado e apaixonante, consequentemente irracional e surreal)
é excitante sentir o desejo, o desafio
sentir o gosto ímpar...
Até que, de assalto, me toma a razão;
faz nascer a dúvida,
a temível insegurança.
É o pobre conflito entre razão e emoção!
Entrego-me aos gladiadores,
Encontro o prazer no gosto inseguro do risco do desejo.
(Palavras emprestadas por um amigo-irmão verdadeiramente apaixonado e apaixonante, consequentemente irracional e surreal)
quinta-feira, 16 de setembro de 2010
Uma Pipa
Voou alto
a pipa perdida
enfim encontrou a liberdade
após o combate
quando quase era tarde
se perdeu de seu criador
mas ganhou o vento inteiro
a imensidão do céu azul
e a possibilidade de pousar
Em qualquer de suas mãos
Fran
Fran
(Poesia escrita para alguém e ilustrada via msn por esse alguém, mas fui eu que fiz o chão, se não as árvores iriam sair voando junto com a pipa, e pelo menos nesse texto, árvores não voam)
sexta-feira, 3 de setembro de 2010
Guaraná e outros líquidos
Derreto meus pensamentos,
e com essa sopa caótica preencho vãos,
valas, bares e cidades vazias.
Congelo o tempo em formas disformes
e conforme o tom do momento,
acrescento uma bebida mais forte,
ou dois litros de guaraná.
Vapores de emoções passadas,
remoídas e recalcadas
inebriam o ambiente
e entorpecem alguns sentidos,
mesmo não tendo sentido algum
se sentir emocionado ao inspirar um dramalhão
ou um bang bang de far west.
Degusto idéias e
antropofagicamente me aproprio de você,
iguaria ímpar, palatável, um pouco insossa,
mas nem por isso menos interessante.
Uma queimação no estômago me faz lembrar meus limites,
mas também minhas fomes e desejos.
E nesse instante meus pensamentos preenchem teu ser.
Enquanto o guaraná enche o copo em minha mão.
Essa sede que me atormenta.
segunda-feira, 26 de julho de 2010
S's e M's
Simplesmente sigo,
Simples senda.
Sentimentos de mansidão.
Sertão em mim,
Ser tão em mim,
em mim,
imensidão.
Fran
Simples senda.
Sentimentos de mansidão.
Sertão em mim,
Ser tão em mim,
em mim,
imensidão.
Fran
quinta-feira, 22 de julho de 2010
Os ombros suportam o mundo - Drummond
Chega um tempo em que não se diz mais: meu Deus.
Tempo de absoluta depuração.
Tempo em que não se diz mais: meu amor.
Porque o amor resultou inútil.
E os olhos não choram.
E as mãos tecem apenas o rude trabalho.
E o coração está seco.
Em vão mulheres batem à porta, não abrirás.
Ficaste sozinho, a luz apagou-se,
mas na sombra teus olhos resplandecem enormes.
És todo certeza, já não sabes sofrer.
E nada esperas de teus amigos.
Pouco importa venha a velhice, que é a velhice?
Teus ombros suportam o mundo
e ele não pesa mais que a mão de uma criança.
As guerras, as fomes, as discussões dentro dos edifícios
provam apenas que a vida prossege
e nem todos se libertaram ainda.
Alguns, achando bárbaro o espetáculo,
prefeririam (os delicados) morrer.
Chegou um tempo em que não adianta morrer.
Chegou um tempo em que a vida é uma ordem.
A vida apenas, sem mistificação
(...roubo palavras, mas apenas aquelas que fazem minha alma vibrar...)
quarta-feira, 14 de julho de 2010
um ônibus, uma possibilidade...
Subo no ônibus.
Vejo pernas compridas que terminavam em tênis de trilha.
- Legal.
Pago a passagem e me encosto na janela, ao lado dele.
- Perfume bom.
Olho disfarçadamente, cabelo desarrumado, barba por fazer...
- hum, gatinho...
Olho para meu all star, sentindo a presença dele ao meu lado.
- Faço o quê?
Olho pra janela, meu ponto chegando, tomo coragem e olho pra ele.
(suspiro)
Ele também me olha, também me observa, mas me dirijo para porta.
- Ele ainda me olha!
Desço do ônibus, paro, me viro e continuo olhando pra ele.
E ele pra mim.
O ônibus arranca, seu olhar se perde na distância.
Caminho.
Será que acredito em amor à primeira vista?
- Sei não...
Mas todo ônibus que eu ando me traz uma nostalgia do que poderia ter sido.
(baseado em fatos reais, acontecidos em meados de março de 2010 )
Vejo pernas compridas que terminavam em tênis de trilha.
- Legal.
Pago a passagem e me encosto na janela, ao lado dele.
- Perfume bom.
Olho disfarçadamente, cabelo desarrumado, barba por fazer...
- hum, gatinho...
Olho para meu all star, sentindo a presença dele ao meu lado.
- Faço o quê?
Olho pra janela, meu ponto chegando, tomo coragem e olho pra ele.
(suspiro)
Ele também me olha, também me observa, mas me dirijo para porta.
- Ele ainda me olha!
Desço do ônibus, paro, me viro e continuo olhando pra ele.
E ele pra mim.
O ônibus arranca, seu olhar se perde na distância.
Caminho.
Será que acredito em amor à primeira vista?
- Sei não...
Mas todo ônibus que eu ando me traz uma nostalgia do que poderia ter sido.
(baseado em fatos reais, acontecidos em meados de março de 2010 )
Assinar:
Postagens (Atom)

